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Anti-inflamatório pode reduzir risco de ataques cardíacos

Categoria: Saúde
Data: 28/08/2017
Por: Rede Clinica Popular

Um novo estudo sugere que o uso de remédios anti-inflamatórios pode reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames.

Segundo os autores do trabalho, trata-se do maior avanço no tratamento de doenças cardíacas desde o uso de estatinas para reduzir o colesterol.

O estudo foi encomendado pelo laboratório Novartis, que é fabricante da droga canaquinumabe, usada em testes com 10 mil pacientes cardíacos.

O uso da droga teria resultado em uma redução de 15% no risco de novos ataques cardíacos, mas há questões envolvendo custos, eficiência e efeitos colaterais – indivíduos que usaram o canaquinumabe tiveram maior risco de contrair infecções fatais, por exemplo.

No entanto, organizações como a British Heart Foundation (BHF), saudaram o estudo como algo “animador e aguardado, e que pode ajudar a salvar vidas”.

Artrite

Pacientes que sofreram ataques cardíacos frequentemente recebem estatinas e drogas para afinar o sangue como forma de tentar reduzir o risco de novos incidentes.

No estudo da Novartis, porém, 10 mil pacientes que tinham sofrido ataques foram tratados com o anti-inflamatório uma vez a cada três meses.

Indivíduos de até 40 países foram monitorados por até quatro anos, e os pesquisadores constataram reduções no risco de ataques e derrames “muito maiores” que em pacientes tratados apenas com estatinas.

No entanto, os pesquisadores, que apresentaram os resultados no fim de semana durante em um congresso de cardiologia na Espanha, também constataram uma “incidência significativamente mais alta” de infecções fatais entre os pacientes que usaram o canaquinumabe.

O remédio foi criado inicialmente para tratar pacientes com artrite reumática.

Inflamações e problemas cardíacos

Ataques cardíacos ocorrem quando o fluxo de sangue para o coração é interrompido.

Para alguns especialistas, há uma possível ligação com inflamações em certos vasos sanguíneos. Mas os autores do estudo da Novartis argumentam que este link jamais tinha sido comprovado em humanos

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